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As eleições presidenciais de outubro e o risco de uma nova ruptura no país

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Há quase 89 anos atrás, em 01/03/1930, ocorria a décima-primeira eleição presidencial direta da ainda jovem República brasileira, quando os cidadãos dos vinte estados da época e do Distrito Federal (com sede no Rio de Janeiro) tiveram que escolher entre o candidato do governo, o paulista Julio Prestes (PRP), e o maior nome da oposição, Getúlio Vargas (AL). Para quem não sabe, a chamada "República Velha" vigorou entre os anos de 1889 a 1930 sendo que, conforme a Constituição de 1891, o pleito presidencial ocorria em data distinta do que vem sendo atualmente. E, por um longo período, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM) acordavam entre si para se revezarem na Presidência da República, de modo que os seus interesses se preservassem. Tais entendimentos fizeram com que o regime fosse apelidado do "república do café com leite", numa referência aos principais produtos da economia de cada um dos dois estados brasileiros, ...

"Pela democracia, pelo Brasil"

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Um grupo de brasileiros esclarecidos, que inclui artistas, advogados, ativistas e empresários, está promovendo um manifesto contra a candidatura de Jair Bolsonaro. Trata-se do documento intitulado "Pela democracia, pelo Brasil", sem vinculação a qualquer um dos adversários do deputado, mas tão somente propondo um movimento contra o projeto antidemocrático do presidenciável.  Conforme apurado pela Exame, cerca de 150 nomes já teriam assinado o manifesto, dentre eles os de Maria Alice Setúbal, educadora e acionista do Itaú Unibanco; do economista Bernard Appy; do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura; de Caetano Veloso e Paula Lavigne; do advogado e professor da FGV Carlos Vilhena; e do médico Drauzio Varella. Aplaudindo de pé a iniciativa, eis que compartilho a seguir o texto para que todos possam conhecer, comentar e divulgar: Pela democracia, pelo Brasil "Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos ...

Carta aos eleitores e eleitoras

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Na noite desta quinta-feira (20/09), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou uma carta direcionada aos eleitores, na qual ele pede serenidade e união entre partidos contra candidatos radicais a fim de que o futuro presidente promova os ajustes necessários, evitando uma "crise econômica ainda mais profunda". Vale a pena refletirmos sobre o que nos diz esse experiente estadista em sua lúcida missiva: Carta aos eleitores e eleitoras Por  Fernando Henrique Cardoso* Em poucas semanas escolheremos os candidatos que passarão ao segundo turno. Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo. Que hoje dependam, é mérito do próprio povo e de dirigentes políticos que lutaram contra o autoritarismo nas ruas e no Congresso e criaram as condições para a promulgação, há trinta anos, da Constituição que nos rege. Em plena vigência do estado de direito nosso pri...

“Sempre pelo Brasil”

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Por José Anibal* Trinta anos é tempo suficiente para a experiência que ensina, mas também para que se renovem esperanças. É esta a lição que o PSDB tem a tirar no momento em que completa três décadas de fundação. É hora de novos rumos, mas é igualmente momento de rememorar o caminho que percorremos até aqui. São poucos os partidos brasileiros que realizaram tanto em tão pouco tempo. Chegamos ao poder com sete anos de fundação, numa ascensão sem paralelo no país, e fizemos o governo mais transformador da nossa história. Antes do presidente Fernando Henrique éramos marginalizados no mundo, com uma inflação anual na casa de quatro dígitos que boicotava qualquer possibilidade de construir o futuro – qualquer futuro. O Plano Real foi uma revolução na nossa história e correspondeu a uma refundação, a uma redescoberta; sem ele, o Brasil teria mergulhado no caos – ameaça que nos ronda hoje. O fim da hiperinflação foi, por si só, o mais abrangente instrumento de inclusão social que ...

A candidatura de Bolsonaro tem que ser impugnada!

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Conforme foi amplamente noticiado pela mídia, eis que, na data de ontem (22/07), o Partido Social Liberal (PSL) oficializou a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de 2018, durante o encontro nacional da legenda que ocorreu no Centro de Convenções Sulamérica, Cidade Nova, no Rio de Janeiro .  Ocorre que o parlamentar é réu em ação penal perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto crime de apologia ao estupro e injúria. Isto porque, em 2014, o candidato afirmou que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela "não merece". E, em razão deste episódio, a Corte abriu, em 2016, a pedido da Procuradoria Geral da República, uma ação penal contra Jair Bolsonaro.  Acontece que réus em ação penal NÃO podem ser candidatos à Presidência da República!  Como é cediço, o artigo 86 da  Constituição Federal  prevê que o presidente ficará suspenso de suas funções, "nas infraç...

Um clube voltado para os excluídos em meados do século XX

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Estudar a história local de uma cidade ou uma região faz com que conheçamos detalhes interessantes do nosso passado coletivo que muitas das vezes vão passando desapercebidos ou ficam no esquecimento. Moro num lugarejo balneário no sul do litoral fluminense e uma historiadora daqui tem feito com brilhantismo esse resgate histórico em que, recentemente, ela postou algo bem interessante sobre um velho clube que tivemos em meados do século XX, criado para aceitar pessoas excluídas da sociedade. Vale a pena ler o seu texto a seguir reproduzido e acredito que muitas pessoas de outras regiões do estado e do país também poderão se identificar, havendo no artigo informações sobre a história de Muriqui, 4º Distrito do Município de Mangaratiba/RJ, sendo que, ao final, a autora propõe algo muito útil. Ou seja, ela defende que a antiga sede vire um centro cultural da nossa localidade. Boa leitura! Memória do “Muriqui Praia Clube” Por Mirian Bondim* Até 1941, Muriqui era apenas uma...

Sejamos radicais

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Por Fernando Henrique Cardoso * O Brasil exige: sejamos radicais. Mas dentro da lei: que a Justiça puna os corruptos, sem que o linchamento midiático destrua reputações antes das provas serem avaliadas. Não sejamos indiferentes ao grito de “ordem!”. Ele não vem só da “direita” política, nem é coisa da classe média assustada: vem do povo e de todo mundo. Queremos punição dos corruptos e ordem para todos, entretanto, dentro da lei e da democracia. O País foi longe demais ao não coibir o que está fora da lei, o contrabando, o narcotráfico, a violência urbana e rural, a corrupção público-privada. Devemos refrear isso mantendo a democracia e as liberdades antes que algum demagogo, fardado ou disfarçado de civil, venha a fazê-lo com ímpetos autoritários. Só com soldados armados se enfrentam os bandidos, eles também com fuzis na mão. Se não há mais espaço para a pregação e a condescendência, tampouco queremos, entretanto, que a arbitrariedade policial prevaleça. O Brasil t...