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Falsos conhecimentos para falsos leitores
Por Esdras Gregório
Existe uma diferença muito grande entre o amor ao conhecimento e o desejo de só querer tirar vantagens do conhecimento humano. Pois muitos falsos buscadores de conhecimento tem se passado por amantes da busca pela verdade. Isso se nota no nível baixo e imundo da literatura em que buscam ler para tirar algum aproveito sem o verdadeiro compromisso com a profundidade de uma leitura séria. O que consomem esse tipo de pessoas são os livros de autoajuda. Fórmula mágicas para a longevidade da vida, meios de adquirir rápido o sucesso, modo de manipulação emocional, métodos de seduzir mulheres, receitas para aumentar o pênis, emagrecer rápido, crescer cabelo na cabeça; segredos sobre a força da mente. Exercícios do pensamento positivo e todo esse lixo inútil que vende pra caralho por que o que mais existe no mundo são pessoas interesseiras e mesquinhas que só querem se dar bem e que sempre vão ser consumidores desses escritores e produtores que vão despejar na cara dos seus consumidores o entulho que eles desejam para se auto-enganar.
Um livro ruim se nota pela quantidade de bilhões de pessoas no mundo que os buscam por preguiça de aprender a viver de verdade e querer fórmulas e receitas mágicas, fáceis e rápidas para a vida. Por que para cada esperto no mundo existe um mais esperto ainda que sabe que o ser humano é zoiudo e ganancioso e que por isso vai manipular o conhecimento como um ilusionista que direciona o olhar da pessoa para onde ele quer que ela veja e assim condiciona o leitor a ler e raciocinar de forma que ele quer. Dai a pessoa lê uma merda desses livros de segredos para isso e para aquilo e diz que o livro é bom. Lógico: você quis acreditar. O escritor mastigou pra você só engolir. Quer saber? Esse tipo de pessoa tem que se fuder mesmo, pedem para isso.

Comentários
Mas por que essa ira toda com os livros de auto-ajuda, meu caro confrade? (rsrs)
O ser humano, inconscientemente, gosta de ser enganado. Somos enganados logo após o nascimento. Quando bebês, em nossas bocas introduziram a velha chupeta, para substituir as verdadeiras tetas quem manavam leite e mel. As “chupetas-consolo” artificiais, ainda embalam e acalmam a vida de muita gente. Não sei como seria esse mundo pós moderno, sem elas. (rsrs)
São pílulas que dão alívio momentâneo. O grande problema é que a sensação de que a tristeza diminui ao tomar essas “pílulas da felicidade”, vai fazendo do sujeito um dependente químico, que necessita de mais e maiores doses com o passar do tempo.
Os analgésicos não curam doença alguma, mas nem por isso deixou de ser o remédio mais vendido no mundo. (rsrs)
Levi, dei uma mexidinha. gostou do novo cabeçalho?
Esdras, para mim seu texto levanta mais de uma questão.
Uma, é que de fato, o nível da literatura que vira best-seller e figura por várias semanas
nas listas dos "mais vendidos" é de fato, fraca, literariamente falando.
Está em alta a chamada "literatura fantástica" e a "literatura pornô soft".
Exemplo das duas categorias são Guerras dos Tronos e 50 Tons de Cinza.
A princípio não tenho nada contra. Acho que ler esse tipo de livro é ainda melhor
do que não ler nada. Aliás, eu gosto muito da literatura fantástica; seria bom
que o nível deles fossem como "Senhor dos Anéis" ou mesmo "Cem anos de Solidão"
do fantástico Gabriel Garcia Marques.
Grande parte dos leitores destes novos livros de fantasia são adolescentes. Isso é bom. Está formando leitores num país que lê pouco. O desafio será que estes adolescentes consigam
migrar para livros de mais qualidade literária.
Todo mundo estava falando de "Cinquenta Tons de Cinza" e lá fui eu ver a coisa "in loco", ou seja, fui ler o livro. Historinha bobinha. Passa longe de clássicos como "Lolita". Larguei os 50 Tons na página 200 por que achei chato. Mas se as mulheres estão lendo, que leiam! Pelo menos estão lendo.
Esdras está vivendo uma nova fase da vida dele, justamente aquela fase onde não se lê nada ou se lê apenas o que escreve. Nada contra. Mas daí a dizer que livros de auto-ajuda são lixo, isso eu não concordo, aliás, digo mais: "Todo livro é de auto-ajuda". Toda leitura que melhora seu vocabulário, toda leitura que te afasta um pouco das agruras da realidade para penetrar num mundo de fantasia e enganação, toda leitura que o faz pensar, nem que seja na besteira que acabou de ler...é boa.
Ler livros ruins é um hábito que tenho. Já lí os "150 tons" (os três), também não achei magnífico...mas achei que foi muito bem escrito. Li outros tantos que me ensinaram a canalizar minha ira, respeitar meus subordinados, compreender meus amigos, tratar melhor as mulheres, manipular os inimigos e etc.... Todos valeram cada linha.
Concordando com o Edu, adoro literatura fantástica. Jorge Luiz Borges e Albert Camus são meus preferidos.
Mas, só para não perder o costume: O maior livros de auto- ajuda do mundo é a Bíblia, e tem sido um lixo para alguns...e um manancial de paz, esperança e força para outros.
Uma salva de palmas para os autores vendilhões que sem querer ajudam seus leitores.
Abraços Esdras, e não fique com raivinha de mim. Seu artigo é bem relevante em dias atuais. Ultimamente só tenho lido lixo no Facebook. Coisas do tipo: "Como é o bicho homem", "Seja um macho Alfa", Entendendo as mulheres e outras linhas de auto-ajuda.rsss
Penso como o edu, a iniciação a uma leitura vale pois,uma vez que a pessoa começa a ler, ainda que seja Sidney Sheldon, ela pode migrar, apurar o gosto e até aprender sobre outras coisas.
Interessante é que tenho lido auto ajuda esses dias,e de graça para não acontecer como disse o leandro karnaL "servir de ajuda" aos autores que ficam milionários com a venda dos livros o que justifica o nome de auto-ajuda ( o autor ajudando a si mesmo a ficar rico).rsrs...mas sabe, achei melhor que cinquenta tons de cinza que não consegui passar da primeira página.No final das contas,droga leve para quem já viveu de vigílias e subidas ao monte, sem falar que a minha imersão no mundo dos intelectuais ainda não me azedou completamente,não me tirou o encanto e a fé em mim e em Deus. Talvez esteja listada entre os tais imbecis que devem se ferrar, mas como diz o ditado: o que os olhos não veem o coração também não sente. Abraço.
Diminuiu o número de passarinhos. Mas tá tudo combinando, pois, enquanto dois estão voando lá em cima, dois cá embaixo estão comentando. (rsrs).
Vamos derramando alpiste na sala para ver se eles aparecem.
Enquanto digitava meu comentário surgiram repentinamente mais duas aves. Sejam bem vindas.
Não sei não, talvez a raiva do meu confrade e inteligente debatedor seja uma espécie de defesa inconsciente em prol das “Escrituras Sagradas”, uma vez que os dois livros mais vendidos há quatro meses são justamente de dois sacerdotes, que em sua visão podem estar profanando o nome de Deus: Edir Macedo com seu Nada a perder ou “Tudo a Ganhar” (rsrs) e o Padre Marcelo com o seu Kairós.
Há algum tempo eu escrevi aqui neste recinto e também lá no meu Boteco, um texto com base no bom livro de Schopenhauer 'A Arte de Escrever" que falava sobre essa questão. A decadência literária de nosso tempo, tanto na leitura, como na escrita.
Veja este trecho, e o que diz Schopenhauer::
"Deve-se evitar toda prolixidade e todo entrelaçamento de observações que não valem o esforço da leitura. É preciso ser econômico com o tempo, a dedicação e a paciência do leitor, de modo a receber dele o crédito de considerar o que foi escrito digno de uma leitura atenta e capaz de recompensar o esforço empregado nela” AS
... Em meio à facilidade no acesso de informações que hoje possuímos, percebe-se na era atual uma desenfreada guerra pelo “pseudo saber”, pois de fato se busca conhecimento em excesso, sem a compreensão necessária do adquirido, no objetivo nefasto e decadente, de construir uma pseudo sabedoria, e então, por meio da aparência desenvolver uma suposta intelectualidade, que ao primeiro olhar nos permite ficar admirados, abismados, e até cheios de orgulho por estar diante de uma “mente brilhante”, mas que, com o passar do tempo nos revela sua fraqueza e superficialidade. Desta forma surge uma gigante onda de literaturas enfadonhas, que apenas repetem informações que já são ecoadas de diversas formas, pelos mais variados autores. Mais do mesmo, com uma nova roupagem, para que então se esteja adequado para a venda. Não se tem foco na “instrução”, não se estimula o pensar, não se valoriza a mente humana, apenas vãs repetições. Como afirmou Schopenhauer,
“Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto é essa maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica."
Infelizmente essa é a realidade das universidades, e o que o senso comum tem feito com o que deveríamos denominar cultura literária. Exatamente uma produção de falsos conhecimentos para falsos leitores.
Ver texto na integra em:
http://filoboteco.blogspot.com.br/2012/11/ler-e-escrever-hoje.html
Os livros de auto-ajuda, embora sejam vãs repetições e apresentem um conteúdo que já nos é conhecido, tem um certo efeito pedagógico sim. Por exemplo, pessoas que sofrem de baixa estima, que são tímidas, que sofrem com seus medos internos, e principalmente, que não conseguem compreender os fatos corriqueiros do dia-a-dia sem se entregar ao strees, encontram neles certo alivio. Enfim, na vida, com tudo se ensina e se aprende, independente de seu teor cultural, filosófico ou seja lá o que for
O erro esta em pensar que eles são mágicos. Que eles resolveram todos os problemas da existência. Até mesmo porque eles são escritos para venderem e não para produzirem um efeito real na vida de quem lê. Porque eu digo isso? Porque há algum tempo eu tive a oportunidade de perguntar para um escritor já conhecido, e que hora ou outra transita nesta temática, o que seria um bom livro, e pasmem, ele respondeu:
“um livro que vende”
Embora não seja adepto desta temática, já li alguns livros de auto-ajuda, e não descarto a hipótese de que para muitas pessoas eles sejam úteis, embora não possuam um escopo literário consistente. E trata-se daquilo que o mercado pede, por isso a produção descomunal destas pseudo-literaturas, e a ausência de obras mais profundas e que nos levem a pensar. O mercado quer isso, o pronto, o fácil. Schopenhauer estava certo.
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Auto-ajuda pode ser coisa rala, mas deve ajudar a alguém, em algum momento. Gostei do ler o auto-ajuda de graça para não ajudar quem ficou rico escrevendo auto-ajuda..kkkkkkkkkkkk
Sinto-me um pouco redimido. rss
No cabeçalho do blog, o primaz Edu, mui sabiamente nos convoca a reciclar idéias. E bem que poderia ser este o título da confraria; Recicladores de Ideias. Nada há de novo, tudo vem da matéria prima, que é o barro.
Somos, afinal, consumidos pelo desejo de re-significar experiências nos nossos ancestrais. Mas devemos respeitar aqueles que por medo de infringir códigos ou normas, preferem viver simplesmente a repetir parágrafos fixos de um manual. Como falou o Noreda, o maior e mais vendido livro de auto-ajuda é a Bíblia. A biografia não autorizada de Cristo, de há muito, vem sendo lida como um código de regras miraculosas: “Faça isso, não faça aquilo...” E por que não dizer que essa biografia é o ponto de partida, ou a base das diversas obras de auto-ajuda?
Muitos aqui já foram igrejeiros. Quem não se lembra da “Caixinha de Promessas”. Dizíamos: tire um versículo aí para mim meu irmão!. E ficávamos esfregando uma mão na outra, nervosos e ávidos para saber o que vinha do alto para apontar o que devíamos fazer?
Acho que nunca vamos deixar de achar as pessoas engraçadas, loucas ou esquisitas por terem justamente um padrão não condizente com o nosso.
Quanto aos “fast-foods” literários que fazem a alegria de muitos, digo, que isto é uma característica tornada mais evidente na pós-modernidade ― época em que o racional está mais do que nunca, em crise. Época em que os símbolos foram retirados do seu conceito contexto original ou clássico, para ser mercantilizados em doses homeopáticas, que se toma de “olhos fechados”. O mercado religioso sempre prometeu riquezas. Minha velha mãe, de saudosa memória, dizia sempre para mim: “Tem uma coisa meu filho: o ouro, a prata e as pedras preciosas que eu não consegui ter aqui, vou ter de sobra lá no céu” Ela talvez estivesse entendendo pelo modo TER, àquilo que os símbolos bíblicos estavam a requerer uma percepção pelo modo SER.
Creio que a influência da mente vai além do corpo, mas essa é outra discussão e outro assunto.
Boa pergunta!
"...até que ponto a expressão "pseuda-literatura" serve de fato para nomear essas obras que vendem hoje com água. Pode existir uma literatura "falsa"?..."
De fato, responder esta questão sendo justo, ou até mesmo 100% coerente é de uma complexidade e relatividade gigantesca. Teríamos que partir antes de mais nada da discussão do que é literatura, e do que é simplesmente letras ao vento. E assim, estaríamos a discutir dentro de um ângulo completamente relativo. Pois assim como eu considero Nietszche literatura de 1º linha, para outros é uma baita porcaria. Como também para muitos o Paulo Coelho é um gênio da literatura, e para mim, é um pobre coitado que deu sorte e o mercado aceitou. Enfim... Penso que esta classificação quanto ao que é útil, bom e até mesmo literatura é bem particular, e talvez uma concordância seja quase que impossível.
Mas é fato, que hoje muito se escreve para o mercado popular e lucrativo (leitores menos exigente), e pouco para os pensadores no objetivo de marcar a história e construir um legado (leitores mais exigentes).
Com base em toda essa minha ladainha, para mim a expressão "pseudo-literatura" tem validade. E pelo visto para você não.
Eita mundinho onde ninguém se entende kkkkkkkkkkkkkkkk
Já dizia o velho Sid Mac,
"Literatura é como pinga, na necessidade, qualquer uma serve" kkkkkkkkkkkk
Há um livro que não vende soluções mágicas e, por sinal, é o mais vendido no mundo. Trata-se da Bíblia!
Apesar de conter textos com praticamente uns 3 mil anos, as Sagradas Escrituras continuam motivando muita gente, transformando corações e salvando vidas.
Interessante como que muito desses bem-sucedidos autores de auto-ajuda não se inspiraram também na Bíblia? Ela é uma bússola! Afinal, como havia escrito o salmista,
"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho" (Sl 119:105)
Saúde e paz para todos!
...Interessante como que muito desses bem-sucedidos autores de auto-ajuda não se inspiraram também na Bíblia? Ela é uma bússola! Afinal, como havia escrito o salmista,...
A Sagrada escritura é tão "auto ajuda" que seria pura redundância escrever outro livro com base em seus ensinamentos, mandamentos, sugestões e imposições.
Augusto Cury é um autor considerado por muitos um vendilhão de "saiba como", "como ser" ou "o código para isso ou aquilo", no entanto, lí a maior parte de suas obras, e os considero psicologia aplicada. Se querem chamar isso de auto ajuda, não vejo problema. São livros inspiradores (embora a escrita em si seja paupérrima) e nos remetem a um mundo ignorado por nós mesmo que somos o "EU" o "OUTRO", e seus afins.
Um leitor atento verá que a base de muitos livros de auto ajuda ou "pseudo literatura" como disse o Matheus é justamente, se não a literalização bíblica, pelo menos o conceito cristão de "bem viver".
A Bíblia não só inspira a maior parte dos autores de "auto ajuda", mas, eu diria que um autor que não tem suas ideias fundamentadas em algum livro sagrado, pouco está se importando com a condição psicológica dos demais humanos.
Ler desenvolve o repertório, ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações (sejam elas superficiais ou profundas), conhecer cada vez mais sobre cada vez menos, ou dependendo do ponto vista, saber cada vez menos sobre cada vez mais. E com a maravilhosa capacidade de entender os símbolos, signos, ou caracteres, buscar melhorias para você e para o mundo e que viveu, vive ou viverá
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Ler conecta o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos. Amplia o nosso conhecimento geral, além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.
Ler aumenta o vocabulário. Graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos. Sem a leitura e consequentemente a escrita, nem estaríamos aqui reunidos nesta confraria debatendo temas interessantes ou mesmo bobagens. Ler estimula a criatividade, ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias. Livros bobos emocionam os sensibilizados. Livros filosóficos deixam atônitos os intelectuais. Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.
Ler mudou a minha vida, e certamente mudou a vida da maioria dos confrades aqui. Quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Ler facilita a escrita, ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.
Todos aqui escrevem magnificamente bem, e é bem possível que no passado exercitaram sua leitura em livros hoje considerados tolos, auto ajuda ou pornô pop.
Resumindo em algumas linhas, eu digo:
Não há livro tão ruim que não mereça ser lido.
Penso que há autores picaretas e autênticos no mercado da "auto-ajuda". Não devemos generalizar jamais!
Em relação ao Augusto Cury, vejo nele uma psicologia aplicada em que o autor parece tentar fazer da Bíblia, mais precisamente de Jesus, uma maneira de transmitir ao leitor a sua teoria multifocal. Não que ele tivesse deixado de aprender coisas novas com sua conversão e experimentação da fé.
Conheço pessoalmente o Augusto, por se tratar de um amigo da família. Um homem que hora ou outra realmente transita neste campo da "auto-ajuda", mas em contrapartida uma pessoa que faz "por onde" como dizem os antigos. Talvez se não o conhecesse, e lesse apenas algumas de suas obras o classificaria como um 'picareta", um 'oportunista", mas não, trata-se de uma excelente pessoas, autor de livros que recomendo e livros que não recomendo.
"vejo nele uma psicologia aplicada em que o autor parece TENTAR FAZER DA BIBLIA, MAIS PRECISAMENTE DE JESUS, uma maneira de transmitir ao leitor a sua teoria multifocal"
Rodrigo, eu particularmente percebi nesta expressão a conotação de algo que fosse errado, e ai é que eu discordo. Pois o que o Augusto faz, trata-se de uma releitura das escrituras de um outro ângulo, o que tem feito com que milhares de pessoas encontrem em Cristo um sentido e uma compreensão mais concreta sobre suas vidas sem a necessidade do sistema liturgico e engessado das igrejas. Talvez um dedo de prosa com ele serviria para voc~e entender o que digo.
Confesso não ter sido minha intenção denegrir o trabalho do Augusto Cury, o qual costumo citar eventualmente em meus textos. Não quis dizer que ele estivesse fazendo uma análise forçada dos textos bíblicos. Seria justamente esse "outro ângulo", visto que ele não parte da abordagem tradicional das Escrituras e sim do campo da Psicologia. Aliás, foi o que ele me levou a compreender quando comecei a ler sua análise acerca do comportamento de Jesus e não duvido de sua experiência de conversão. Aliás, ele foi um ateu que não se deixou engessar até finalmente descobrir o Cristo vivo.
Conhecer pessoalmente o nobre escritor e médico certamente seria uma experiência e tanto que o amigo me proporcionaria.
Aproveito para desejar um excelente final de semana para todos. Um descanso com muita paz!
Abraços.
Mas olhando bem, se aqui entre nós existisse algum autor que tivesse enriquecido à custa de venda de livros de auto-ajuda, estaria a gozar de nós, que já fomos apreciadores desse tipo de literatura, e hoje, pelo pouco tempo que nos resta (com alguns já na terceira idade), estamos a garimpar pepitas em meio a muita água e terra (rsrs). Eles, com certeza diriam mais ou menos assim: “É fácil ser incondicionalmente contra um “mal” do qual não se precisa e com o qual não se possa GOZAR e LUCRAR”. (rsrs)
E o Rodrigão saiu da lista de autores da CPFG?
Levi, tai um bom conselho. Já estou quase entrando nos 50, será que já tá na hora de eu começar a garimpar? Mas eu vou ter que deixar de ler meus gibis dos X-Men e do Homem-Aranha??? rssss